quinta-feira, 26 de maio de 2011

25 de Maio-Dia de Africa

Atenção,colegas historiadores!

 

Um Texto informativo sobre o Dia de África,comemorado no dia de hoje.

 

 25 de Maio Dia de África Terça, 25 Maio 2010 09:32 Helder Luandino

Africa_a_coresA Organização da Unidade Africana escolheu o dia da sua constituição, 25 de Maio de 1963 como o Dia da África, para o mundo celebrar e lembrar os africanos, medindo o progresso que este continente fazia e faz na comunidade internacional.

África! 47 Anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 estados africanos já independentes na altura.

O acto constituiu-se no maior compromisso político dos líderes africanos, que visou a aceleração do fim da colonização do continente.

No dia 25 de Maio de 1963 reuniram-se 32 Chefes de Estado africanos com ideias contrárias à subordinação a que o continente estava submetido durante séculos (colonialismo, neocolonialismo e "partilha da África").

Dessa reunião, nasceu a OUA (Organização de Unidade Africana). Pela importância daquele momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação de África.

A criação da OUA traduziu a vontade dos africanos de converterem-se num corpo único, capaz de responder, de forma organizada e solidária, aos múltiplos desafios com que se defrontam para reunir as condições necessárias à construção do futuro dos filhos de África.

Como a OUA mostrou-se incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em toda a parte do continente, os golpes de estado tornaram-se uma prática. Economicamente, os indicadores também estavam longe de serem animadores, concorrendo para isso a própria instabilidade militar e as múltiplas epidemias.

Assim, a 12 Julho de 2002, em Durban, o último presidente da OUA, o sul-africano Thabo Mbeki, proclamou solenemente a dissolução da organização e o nascimento da União Africana, como necessidade de se fazer face aos desafios com que o continente se defronta, perante as mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo.

Contudo, resolveu manter a comemoração do Dia de Africa a 25 de Maio, para lembrar o ponto de partida, a trajectória e o que resta para se chegar à meta de "uma África unida e forte", capaz de concretizar os sonhos de "liberdade, igualdade, justiça e dignidade" dos fundadores.

Dos 54 estados africanos, 53 são membros da nova organização: Marrocos se afastou voluntariamente em 1985, em sinal de protesto pela admissão da auto-proclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Revista de História de Maio 2011:Muitos artigos interessantes.

A origem de uma megalópole

O surgimento de São Paulo permitiu a descoberta das preciosas minas e arrasou com os índios da região.

Amilcar Torrão Filho
1/5/2011


  • Quem percorre o estado mais desenvolvido do país de carro passa por rodovias como Anhanguera, Fernão Dias, Raposo Tavares e Anchieta, que lembram os bandeirantes e os catequizadores que se espalharam pelo Brasil adentro. As vias podem até homenagear os colonos “desbravadores”, mas elas foram abertas pelos nativos enquanto desbravavam o sertão. Não é à toa que essas mesmas estradas passam por Itu, Ituverava, Itapetininga, Itapeva, Indaiatuba, Guarulhos, Araçatuba, Jandira, Guaratinguetá, Peruíbe e Ubatuba, cidades que guardam em seus nomes a lembrança de nações indígenas que não vivem mais nessas regiões.

    Tudo teve início com a fundação, pelo mítico João Ramalho (1493?-1580), da Vila de Santo André da Borda do Campo, a primeira povoação criada pelos portugueses no interior da Colônia, em 1553. No ano seguinte, os jesuítas fundaram um aldeamento nas proximidades – com um colégio que congregava os índios da região para a catequese –, em uma colina de Piratininga.

    Em 1560 – incentivados pelos franceses que haviam se instalado na Baía de Guanabara e queriam ampliar seus domínios –, os índios carijós começaram a atacar Santo André. Devido à imensa dificuldade em resistir a essa ofensiva, o governo-geral ordenou a transferência, no dia 5 de abril, de toda a população da vila para o aldeamento de Piratininga, que ocupava uma área bem mais segura. Nesse mesmo dia, o povoado foi alçado à categoria de Vila de São Paulo – data que também pode ser considerada a mais adequada para se celebrar a fundação da cidade homônima.(...)

    Leia a matéria completa na edição de Maio, nas banca

Ponto para a preservação da Cultura(Revista de Históra de maio 2011)

Mineiros em Guarulhos

Sítio arqueológico de garimpo colonial deve ser tombado

Cristina Romanelli
1/5/2011
  • Alguns detritos, canaletas e escadas de pedra são testemunhas de uma parte pouco conhecida da história de Guarulhos, na Grande São Paulo. Pesquisadores acreditam que no sítio arqueológico Ribeirão das Lavras, zona rural da cidade, já havia atividades de mineração desde o fim do século XVI. A área foi adquirida pela prefeitura, que pretende criar um espaço de visitação pública. Até lá, uma maneira de conhecer o local e, de quebra, outros pontos importantes, é participar do projeto “Conhecendo Guarulhos e sua História”, organizado pelo Arquivo Histórico da cidade, por meio de passeios monitorados.

    “Em seções da Câmara de São Paulo já se falava sobre lavras na região no fim do século XVI. Ainda não estudamos a fundo para saber de que época são os vestígios que estão aqui. Precisamos de apoio”, diz o historiador Elmi Omar. Segundo ele, já foram feitos pedidos de tombamento ao Iphan e ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

    Além do sítio arqueológico, os grupos guiados visitam o Santuário Nossa Senhora do Bonsucesso, onde fica a igreja mais antiga da cidade, do século XVIII, e vários pontos pelo centro da cidade. O próximo passeio acontece este mês e deverá percorrer lugares como o Cemitério São João Batista, de 1889, e a antiga sede da prefeitura.

    Arquivo Histórico de Guarulhos

    Telefone: (11)2442-8723

Texto muito interessante,publicado na Revista de História

Entre o céu e o inferno

Sítio histórico de Minas Gerais corre risco de ser ilhado por mineradoras

Cristina Romanelli
1/5/2011
  • Não é de hoje que a Serra do Caraça, em Minas Gerais, tem uma ligação com os céus. Ela já abrigou uma irmandade, uma escola apostólica e um colégio preparatório dirigido por padres. Talvez tenha chegado a hora de aproveitar essa conexão especial e apelar para a ajuda divina. Mesmo inserida em várias áreas de proteção ambiental, a serra está sendo cercada por mineradoras e corre o risco de ficar ilhada. Denúncias de esquemas para burlar a já falha legislação ambiental se espalham até a vizinha Serra do Gandarela, apesar de estar em andamento a criação de um parque nacional no local.

    [Foto: Almério Barros França]    
    “No século XVIII, o irmão Lourenço criou na Serra do Caraça uma hospedagem e a irmandade Nossa Senhora Mãe dos Homens. Depois, em 1820, dois padres da Congregação da Missão fundaram ali um colégio preparatório, que chegou a ter cinco vezes mais estudantes que os outros colégios”, conta Mariza Guerra de Andrade, autora de A educação exilada – Colégio do Caraça (Autêntica, 2000). Todos os alunos que passaram por ali eram membros da elite, como os futuros presidentes Afonso Pena e Artur Bernardes [ver “À porta do céu”, RHBN nº 14].
    Desde os anos 1970, o local, tombado pelo Iphan, funciona como pousada. É possível ver partes das alas construídas pelo irmão Lourenço, os prédios e a igreja do século XIX. “Há uma biblioteca, com obras principalmente literárias e religiosas, e um pequeno museu com peças antigas”, diz Mariza. As outras atrações são as mesmas que já encantavam viajantes como o botânico Carl Friedrich Philipp von Martius nos séculos anteriores: um vale com cachoeiras, piscinas naturais, grutas e grande variedade de animais e plantas. Com tanta oferta, a área virou Reserva Particular de Patrimônio Ambiental (RPPN) e foi decretada Parque Natural pelo Ibama em 1994. 

    Hoje a serra está inserida em outras três áreas de proteção maiores. No entanto, nada disso a protege das atividades mineradoras ao redor. “Se o Caraça virar uma ilha, sem proteção em volta, a fauna vai ter dificuldade para sair, o que impossibilitará a troca genética e a polinização de outras áreas. Precisamos de um corredor ecológico que ligue a serra a outra área de preservação”, explica Aline de Abreu, coordenadora ambiental da RPPN Santuário do Caraça. Segundo ela, os lobos-guará, que atraem grande parte dos turistas, também seriam prejudicados. “Quando os filhotes crescem, lutam com os pais para decidir quem fica com o território, e os perdedores têm que ir para outro lugar. Não sei como fariam”, diz Aline.

    Na busca pela preservação, os ambientalistas descobriram que, embora a serra seja considerada Monumento Natural desde 1989, nunca teve sua área delimitada, o que gera insegurança jurídica. “O Monumento Natural não permite a extração de recursos naturais, como a mineração. Se a delimitação não ocorrer em breve, o Ministério Público acionará o Poder Judiciário”, afirma Marcos Paulo de Souza Miranda, promotor do Ministério Público de Minas Gerais.

    [Foto Almério Barros França]      
    De acordo com o Instituto Estadual de Florestas, a meta é que o processo de criação do Monumento Natural seja finalizado este ano. Enquanto isso, por estar em pleno quadrilátero ferrífero, a serra vai sendo cercada por mineradoras. “Mesmo dentro da RPPN do Caraça havia títulos para exploração de ouro. Uma de nossas primeiras vitórias aconteceu no fim de março, quando uma recomendação para cancelamento foi aprovada”, conta o promotor. Segundo ele, há uma série de investigações e ações civis públicas em andamento. “Há indícios de irregularidades e simulações, mas não podemos citar nomes por enquanto”, explica.

    Já na Serra do Gandarela, que fica logo ao lado, as investigações parecem estar mais avançadas, tanto quanto a ação das mineradoras. Segundo documento expedido pela Procuradoria da República em Minas Gerais em maio de 2009, a concessão de Autorizações Ambientais de Funcionamento às empresas Vale, Mineração Serras do Oeste e Mineração Apolo “sugere a ocorrência de fragmentação de empreendimento minerário como forma de burlar a exigência de licenciamento ambiental”. Ou seja, as empresas teriam apresentado suas atividades na região separadamente, com o objetivo de não chamar atenção para a real dimensão dos empreendimentos.

    Alguns ambientalistas vão mais longe nas acusações. Afirmam que a Vale teria contratado empresas menores como “testas de ferro” para atuar em áreas que pertencem ao Projeto Mina Apolo, o maior empreendimento na região. “Nós às vezes arrendamos terras para empresas pequenas, mas tudo é avisado aos órgãos de defesa ambiental”, defende Julio Nery, gerente-geral de Licenciamento Ambiental da Vale.

    A preservação da Serra do Gandarela é a peça-chave para resolver o problema da região do Caraça. Por serem muito próximas, as duas serras, se preservadas, manteriam um corredor ecológico e não ficariam isoladas. “Em 2009, fizemos o pedido de criação de um parque nacional na Serra do Gandarela. A proposta foi aceita pelo Instituto Chico Mendes e deve ir em breve às consultas públicas. O problema é que será preciso negociar com as mineradoras”, explica a ambientalista Maria Teresa Corujo.

    Segundo João Augusto Madeira, analista ambiental do Instituto Chico Mendes, se o projeto Mina Apolo não sofrer alterações, inviabilizará a criação do parque. “As outras propostas de preservação da área, para ‘compensar’ a implantação do projeto, são incompletas. Não garantem a sobrevivência dos diversos ecossistemas da região e não evitam que o complexo hidrológico seja prejudicado”, diz ele. Enquanto a situação não se resolve, grupos ambientalistas estão fazendo um abaixo-assinado e aumentando o número de adeptos da causa. Por enquanto, são mais de 15 mil assinaturas. Diante de interesses tão discordantes, toda ajuda é pouca.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aula de campo

Na sexta feira dia 25 de Fevereiro, nós acadêmicos do Curso de História VIII e História II da UNEB  Campus X, sob  a Coordenação das Professoras Thais Vinhas e Kylma Kramm  realizamos a tão sonhada viagem ,com o intuito de manusearmos documentos,observar monumentos que fazem parte da nossa história.A intenção real seria a oportunidade de estudo e análise de conteúdos teórico-práticos,relacionando a História com os acervos documentais em diferentes suportes  que oferecessem condições elementares à atuação na área de educação patrimonial em espaço formal e não-formal(instituições de memória) ao desempenho profissional em arquivos históricos.
A aula previa visita ao Museu de Porto Seguro,o que fizemos e tivemos a oportunidade de nos deleitar com uma explanação muito bem elaborada da responsável pelo mesmo que encantou a todos nós.
Tudo foi muito bom.O único senão e temos obrigação de registrar foi a nossa acolhida ao CEDOC-Centro de documentação e memória.
Um funcionário extremamente mal educado,grosseiro sem nenhum tato ou habilidade no trato com as pessoas;simplesmente nos impediu de adentrar ao CEDOC, o que  nos deixou frustrados quanto à visualização e manuseio de documentos históricos,o que seria importante para a nossa pratica enquanto futuros historiadores.No mais  foi muito proveitosa a nossa viagem de estudo,pois toda a turma se empenhou para tal e acredito que valeu a pena.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Greve na UNEB

Já era de se esperar que a Greve acontecesse,afinal a Educação sucateada do jeito que está não suportou mais um arrocho e aí o bicho pegou.
Nós estudantes nos solidarizamos com os professores e só lamentamos que prestes a formar tenhamos que suportar mais este atraso;mas como diz o ditado :"não se faz um omelete sem quebrar os ovos" ,então vamos aguardar que as negociações sejam reabertas e ambas as partes Educadores e Governo cheguem a um denominador comum e pensem nos maiores prejudicados que são sempre os alunos.
Veja o Decreto que causou todo esse problema:

DECRETO Nº 12.583 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2011
Estabelece procedimentos específicos sobre a execução
orçamentária e financeira no âmbito da Administração Direta,
suas autarquias, fundos, fundações e empresas estatais
dependentes para o exercício de 2011.
O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe
confere o artigo 105, inciso V, da Constituição Estadual, tendo em vista o disposto no Capítulo
III da Lei nº 2.322, de 11 de abril de 1966 e suas alterações posteriores, juntamente com o
Decreto nº 8.116, de 22 de janeiro de 2002, e
considerando o princípio da eficácia na gestão dos recursos públicos, e
considerando a necessidade de melhor controle e gestão do Sistema Financeiro do Estado da
Bahia,
D E C R E T A
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - Os Diretores de Finanças, os Diretores de Orçamento ou equivalentes das
Secretarias, bem como outros que sejam responsáveis pela execução orçamentária, financeira e
contábil das Unidades da Administração Direta, suas autarquias, fundos, fundações e empresas
estatais dependentes deverão observar o disposto neste Decreto.
Art. 2º - Para fins deste Decreto considera-se empresa estatal dependente aquela
que esteja incluída no orçamento fiscal e da seguridade social do Estado da Bahia e, conforme
disposto na Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal,
sendo empresa controlada e que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento
de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles
provenientes de aumento de participação acionária.
CAPÍTULO II
DAS DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
Art. 3º - As Unidades ou equivalentes deverão obedecer ao Orçamento de 2011,
aprovado pela Lei nº 12.041, de 29 de dezembro de 2010, que cobrirá as despesas do exercício
da Administração Direta, autarquias, fundos, fundações e empresas estatais dependentes, bem
como os dispêndios com as Despesas de Exercícios Anteriores – DEA.
Parágrafo único - Para cumprimento do disposto no caput deste artigo,
considera-se que o montante das Despesas de Exercícios Anteriores das Unidades estatais deverá
estar autorizado em orçamento, e observar o disposto no Manual de Encerramento do Exercício,
aprovado pelo Decreto nº. 11.337, de 26 de novembro de 2008.
Art. 4º - A liberação dos recursos para atender à execução das Despesas de
Exercícios Anteriores – DEA somente ocorrerá para aquelas registradas adequadamente no
Balanço Patrimonial do exercício anterior, registradas em conta contábil de compensação.
§ 1º - O registro do montante do DEA nas contas do Sistema Compensado está
descrito no Módulo 5 do Manual de Encerramento do Exercício, aprovado pelo Decreto nº.
11.337, de 26 de novembro de 2008.
§ 2º - Em casos especiais, o Secretário da Fazenda poderá autorizar a liberação
dos recursos para as despesas previstas no caput deste artigo.
§ 3º - A Unidade ou equivalente que solicitar liberação de recursos para execução
de DEA não registrada e não prevista no orçamento deverá encaminhar o valor correspondente
para aprovação da Junta Orçamentária do Poder Executivo.
CAPÍTULO III
DAS LIBERAÇÕES DE QCM
Art. 5º - O Cronograma Mensal de Desembolso poderá ser alterado em
decorrência da necessidade de limitação de empenho e movimentação financeira, nos 30 (trinta)
dias subsequentes ao final do bimestre em que for verificado que a realização da receita poderá
não comportar o cumprimento das metas fiscais estabelecidas na Lei Estadual nº 12.039, de 28
de dezembro de 2010, Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, ou, a qualquer tempo, para
recomposição das dotações.
Art. 6º - As antecipações de Quadro de Cota Mensal – QCM somente poderão ser
autorizadas pela Junta Orçamentária, e após análise conjunta das Secretarias da Fazenda e do
Planejamento, com participação dos órgãos setoriais, no que couber.
Art. 7º - As Suplementações com utilização de recursos decorrentes do excesso de
arrecadação ou superávit financeiro do Estado e das entidades da Administração Direta,
autarquias, fundos, fundações e empresas estatais dependentes previstas na Lei nº. 12.041, de 29
de dezembro de 2010, somente poderão ser autorizadas pela Junta Orçamentária, e após análise
conjunta das Secretarias da Fazenda e do Planejamento, com participação dos órgãos setoriais,
no que couber.
§ 1º - As Suplementações com utilização de recursos decorrentes de convênios
realizados entre o Estado da Bahia e outras entidades da federação, e as provenientes das
Receitas arrecadadas diretamente pelas entidades da Administração Indireta (fonte 40) poderão
ser autorizadas pelo Superintendente da Administração Financeira da Secretaria da Fazenda,
desde que haja o efetivo ingresso do recurso financeiro.
§ 2º - O disposto neste artigo não se aplica aos Encargos Gerais do Estado.
CAPÍTULO IV
DAS LIBERAÇÕES DE RECURSOS
Art. 8º - As Liberações de Recursos pela Diretoria do Tesouro da Secretaria da
Fazenda serão realizadas nos dias 05 (cinco), 15 (quinze) e 25 (vinte e cinco) de cada mês ou no
dia útil subsequente a estas datas, quando ocorrerem em dias de sábado, domingo, feriado ou
facultativo.
§ 1º - A regra prevista no caput deste artigo não se aplica à Liberação de Recursos
destinada aos pagamentos das despesas referentes a folha de pessoal, a concessionárias de
serviço público e as efetuadas pelos Encargos Gerais do Estado.
§ 2º - As Unidades da Administração Direta, autarquias, fundos, fundações e
empresas estatais dependentes deverão adequar a data de vencimento de seus contratos de forma
a cumprir os compromissos financeiros de acordo com as datas estabelecidas no caput deste
artigo.
§ 3º - As situações excepcionais serão administradas pela Unidade junto à
Superintendência de Administração Financeira da Secretaria da Fazenda.
CAPÍTULO V
DAS DESPESAS COM PESSOAL
Art. 9º - Os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual deverão observar e
cumprir, fielmente, as ações a seguir estabelecidas para a gestão da despesa e controle do gasto
de pessoal, até 31 de dezembro de 2011:
I - suspender o remanejamento das dotações orçamentárias para contratações pelo
Regime Especial de Direito Administrativo - REDA;
II - reduzir as despesas com contratação REDA no corrente exercício, segundo
metas a serem aprovadas pelo Conselho de Política de Recursos Humanos – COPE;
III - suspender o aumento na cota das Gratificações por Condições Especiais de
Trabalho – CET e Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva – RTI, concedido aos
órgãos e entidades para cargos em comissão, a exceção de criação de novos cargos em comissão,
decorrentes de reestruturação organizacional;
IV - suspender a concessão ou ampliação de percentuais da Gratificação por
Condições Especiais de Trabalho – CET e Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva –
RTI para cargos efetivos e de carreira do Poder Executivo Estadual, exceto os percentuais já
acordados no Sistema Estadual de Negociação Permanente – SENP;
V - vetar a reestruturação ou qualquer revisão de planos de cargos e salários das
empresas públicas e sociedades de economia mista, pertencentes ao orçamento fiscal e de
seguridade social, que impliquem em aumento da despesa de pessoal;
VI - suspender a concessão de afastamentos de servidores públicos para realização
de cursos de aperfeiçoamento ou outros que demandem substituição.
Parágrafo único - As situações excepcionais de que trata este artigo serão
decididas pelo Governador do Estado, ouvido, previamente, o Conselho de Política de Recursos
Humanos – COPE, que analisará a pertinência e a conveniência da medida proposta.
Art. 10 - Os órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo
Estadual deverão proceder estudos visando à substituição dos contratos REDA das suas
respectivas Pastas por outras formas de provimento de pessoal, sendo, preferencialmente,
adotados aqueles programas voltados para a inserção do jovem no ambiente de trabalho, a
exemplo do Programa Estadual de Aprendizagem – Mais Futuro.
Art. 11 - Os órgãos e entidades deverão fornecer, no prazo de 45 (quarenta e
cinco) dias, contados a partir do recebimento da respectiva solicitação encaminhada pela
Secretaria da Administração, toda a documentação necessária para fins de formação dos
requerimentos de compensação previdenciária.
Parágrafo único - O prazo de que trata o caput deste artigo poderá ser
prorrogado por igual período, mediante justificativa prévia e autorizado pela SAEB.
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 12 - As Diretorias de Finanças e as Diretorias de Orçamento, ou equivalentes,
deverão acompanhar e supervisionar a execução dos procedimentos decorrentes da programação
orçamentária e financeira nas unidades orçamentárias e gestoras sob sua competência.
Art. 13 - Serão responsabilizados aqueles que realizarem empenhos de valores
diferentes do devido em contrato e, igualmente, os ordenadores de despesa que registrarem ou
ordenarem tais registros em desacordo com o Sistema de Gastos Públicos – SIGAP.
Art. 14 - A Auditoria Geral do Estado – AGE indicará auditores para que,
juntamente com a Secretaria do Planejamento – SEPLAN, Secretaria da Administração – SAEB
e a Secretaria da Fazenda – SEFAZ, possam realizar o acompanhamento da execução das
Unidades, a fim de cumprir o disposto neste Decreto.
Art. 15 - As Unidades ou equivalentes terão 15 (quinze) dias corridos, contados
após a abertura do Sistema de Operações Contábeis e Financeiras – SICOF, para atualizarem o
registro da DEA que trata o art. 4º deste Decreto, sob pena de responsabilidade dos responsáveis.
Art. 16 - A Secretaria da Fazenda expedirá as normas complementares para
cumprimento do disposto neste Decreto.
Art. 17 - As competências da Secretaria da Fazenda concernentes à formulação,
coordenação e execução das funções financeira e contábil do Estado são as previstas no
Regimento aprovado pelo Decreto nº 7.921, de 02 de abril de 2001.
Art. 18 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 09 de fevereiro de 2011.
JAQUES WAGNER
Governador
Eva Maria Cella Dal Chiavon
Secretária da Casa Civil
Manoel Vitório da Silva Filho
Secretário da Administração
Eduardo Seixa de Salles
Secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma
Agrária
Osvaldo Barreto Filho
Secretário da Educação
Zezéu Ribeiro
Secretário do Planejamento
Carlos Martins Marques de Santana
Secretário da Fazenda
Otto Alencar
Secretário de Infra-Estrutura
Jorge José Santos Pereira Solla
Secretário da Saúde
Maurício Teles Barbosa
Secretário da Segurança Pública
Domingos Leonelli Neto
Secretário de Turismo
Cícero de Carvalho Monteiro
Secretário de Desenvolvimento Urbano
Paulo Cézar Lisboa Cerqueira
Secretário de Relações Institucionais
Antônio Albino Canelas Rubim
Secretário de Cultura
Almiro Sena Soares Filho
Secretário da Justiça, Cidadania e Direitos
Humanos
Luiz Gonzaga de Souza
Secretário da Indústria, Comércio e
Mineração, em exercício
Nilton Vasconcelos Júnior
Secretário do Trabalho, Emprego, Renda e
Esporte
Lucy Góes da Purificação
Secretária de Promoção da Igualdade, em
exercício
Feliciano Tavares Monteiro
Secretário de Ciência, Tecnologia e
Inovação
Wilson Alves de Brito Filho
Secretário de Desenvolvimento e Integração
Regional
Eugênio Spengler
Secretário do Meio Ambiente
Carlos Alberto Lopes Brasileiro
Secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Uma batalha vencida

No dia 13 e 14 de Janeiro de 2011,vencemos uma batalha que já se travava ha 5 anos: A Formatura de meu filho em Bacharel em Medicina Veterinária. Emoção igual só quando do seu nascimento,há 23 três anos .
Para os que não tem filhos ou mesmo para algumas pessoas, isso não tem nada de extraordinário mas para mim, preta,trabalhadora,batalhadora pelo pão nosso de cada dia,formar um filho nos dias de hoje, é mesmo uma grande conquista.
Agradeço ao MEU DEUS,que por intercessão da VIRGEM MARIA,sempre ouviu as minhas preces,mesmo sabendo das minhas falhas e erros,da minha imperfeição;Mas como dizia meu saudoso pai"DEUS É MAGNÂNIMO" e  está sempre nos dando sinais de que não nos abandona nunca; Isso eu pude constatar todas as vezes que me encontrava em dificuldades durante todo o periodo de estudo do meu filho.Com a Sua Ajuda,meu filhote se formou numa universidade pública,de renome -A UESC- e agora é batalhar e esperar que se cumpra a Suprema Vontade do Senhor.Mas mesmo assim,rogo,Senhor ,que  as portas se abram para que ele possa dar continuidade aos seus estudos e um emprego na área que abraçou.