quinta-feira, 26 de maio de 2011

25 de Maio-Dia de Africa

Atenção,colegas historiadores!

 

Um Texto informativo sobre o Dia de África,comemorado no dia de hoje.

 

 25 de Maio Dia de África Terça, 25 Maio 2010 09:32 Helder Luandino

Africa_a_coresA Organização da Unidade Africana escolheu o dia da sua constituição, 25 de Maio de 1963 como o Dia da África, para o mundo celebrar e lembrar os africanos, medindo o progresso que este continente fazia e faz na comunidade internacional.

África! 47 Anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 estados africanos já independentes na altura.

O acto constituiu-se no maior compromisso político dos líderes africanos, que visou a aceleração do fim da colonização do continente.

No dia 25 de Maio de 1963 reuniram-se 32 Chefes de Estado africanos com ideias contrárias à subordinação a que o continente estava submetido durante séculos (colonialismo, neocolonialismo e "partilha da África").

Dessa reunião, nasceu a OUA (Organização de Unidade Africana). Pela importância daquele momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação de África.

A criação da OUA traduziu a vontade dos africanos de converterem-se num corpo único, capaz de responder, de forma organizada e solidária, aos múltiplos desafios com que se defrontam para reunir as condições necessárias à construção do futuro dos filhos de África.

Como a OUA mostrou-se incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em toda a parte do continente, os golpes de estado tornaram-se uma prática. Economicamente, os indicadores também estavam longe de serem animadores, concorrendo para isso a própria instabilidade militar e as múltiplas epidemias.

Assim, a 12 Julho de 2002, em Durban, o último presidente da OUA, o sul-africano Thabo Mbeki, proclamou solenemente a dissolução da organização e o nascimento da União Africana, como necessidade de se fazer face aos desafios com que o continente se defronta, perante as mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo.

Contudo, resolveu manter a comemoração do Dia de Africa a 25 de Maio, para lembrar o ponto de partida, a trajectória e o que resta para se chegar à meta de "uma África unida e forte", capaz de concretizar os sonhos de "liberdade, igualdade, justiça e dignidade" dos fundadores.

Dos 54 estados africanos, 53 são membros da nova organização: Marrocos se afastou voluntariamente em 1985, em sinal de protesto pela admissão da auto-proclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Revista de História de Maio 2011:Muitos artigos interessantes.

A origem de uma megalópole

O surgimento de São Paulo permitiu a descoberta das preciosas minas e arrasou com os índios da região.

Amilcar Torrão Filho
1/5/2011


  • Quem percorre o estado mais desenvolvido do país de carro passa por rodovias como Anhanguera, Fernão Dias, Raposo Tavares e Anchieta, que lembram os bandeirantes e os catequizadores que se espalharam pelo Brasil adentro. As vias podem até homenagear os colonos “desbravadores”, mas elas foram abertas pelos nativos enquanto desbravavam o sertão. Não é à toa que essas mesmas estradas passam por Itu, Ituverava, Itapetininga, Itapeva, Indaiatuba, Guarulhos, Araçatuba, Jandira, Guaratinguetá, Peruíbe e Ubatuba, cidades que guardam em seus nomes a lembrança de nações indígenas que não vivem mais nessas regiões.

    Tudo teve início com a fundação, pelo mítico João Ramalho (1493?-1580), da Vila de Santo André da Borda do Campo, a primeira povoação criada pelos portugueses no interior da Colônia, em 1553. No ano seguinte, os jesuítas fundaram um aldeamento nas proximidades – com um colégio que congregava os índios da região para a catequese –, em uma colina de Piratininga.

    Em 1560 – incentivados pelos franceses que haviam se instalado na Baía de Guanabara e queriam ampliar seus domínios –, os índios carijós começaram a atacar Santo André. Devido à imensa dificuldade em resistir a essa ofensiva, o governo-geral ordenou a transferência, no dia 5 de abril, de toda a população da vila para o aldeamento de Piratininga, que ocupava uma área bem mais segura. Nesse mesmo dia, o povoado foi alçado à categoria de Vila de São Paulo – data que também pode ser considerada a mais adequada para se celebrar a fundação da cidade homônima.(...)

    Leia a matéria completa na edição de Maio, nas banca

Ponto para a preservação da Cultura(Revista de Históra de maio 2011)

Mineiros em Guarulhos

Sítio arqueológico de garimpo colonial deve ser tombado

Cristina Romanelli
1/5/2011
  • Alguns detritos, canaletas e escadas de pedra são testemunhas de uma parte pouco conhecida da história de Guarulhos, na Grande São Paulo. Pesquisadores acreditam que no sítio arqueológico Ribeirão das Lavras, zona rural da cidade, já havia atividades de mineração desde o fim do século XVI. A área foi adquirida pela prefeitura, que pretende criar um espaço de visitação pública. Até lá, uma maneira de conhecer o local e, de quebra, outros pontos importantes, é participar do projeto “Conhecendo Guarulhos e sua História”, organizado pelo Arquivo Histórico da cidade, por meio de passeios monitorados.

    “Em seções da Câmara de São Paulo já se falava sobre lavras na região no fim do século XVI. Ainda não estudamos a fundo para saber de que época são os vestígios que estão aqui. Precisamos de apoio”, diz o historiador Elmi Omar. Segundo ele, já foram feitos pedidos de tombamento ao Iphan e ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

    Além do sítio arqueológico, os grupos guiados visitam o Santuário Nossa Senhora do Bonsucesso, onde fica a igreja mais antiga da cidade, do século XVIII, e vários pontos pelo centro da cidade. O próximo passeio acontece este mês e deverá percorrer lugares como o Cemitério São João Batista, de 1889, e a antiga sede da prefeitura.

    Arquivo Histórico de Guarulhos

    Telefone: (11)2442-8723

Texto muito interessante,publicado na Revista de História

Entre o céu e o inferno

Sítio histórico de Minas Gerais corre risco de ser ilhado por mineradoras

Cristina Romanelli
1/5/2011
  • Não é de hoje que a Serra do Caraça, em Minas Gerais, tem uma ligação com os céus. Ela já abrigou uma irmandade, uma escola apostólica e um colégio preparatório dirigido por padres. Talvez tenha chegado a hora de aproveitar essa conexão especial e apelar para a ajuda divina. Mesmo inserida em várias áreas de proteção ambiental, a serra está sendo cercada por mineradoras e corre o risco de ficar ilhada. Denúncias de esquemas para burlar a já falha legislação ambiental se espalham até a vizinha Serra do Gandarela, apesar de estar em andamento a criação de um parque nacional no local.

    [Foto: Almério Barros França]    
    “No século XVIII, o irmão Lourenço criou na Serra do Caraça uma hospedagem e a irmandade Nossa Senhora Mãe dos Homens. Depois, em 1820, dois padres da Congregação da Missão fundaram ali um colégio preparatório, que chegou a ter cinco vezes mais estudantes que os outros colégios”, conta Mariza Guerra de Andrade, autora de A educação exilada – Colégio do Caraça (Autêntica, 2000). Todos os alunos que passaram por ali eram membros da elite, como os futuros presidentes Afonso Pena e Artur Bernardes [ver “À porta do céu”, RHBN nº 14].
    Desde os anos 1970, o local, tombado pelo Iphan, funciona como pousada. É possível ver partes das alas construídas pelo irmão Lourenço, os prédios e a igreja do século XIX. “Há uma biblioteca, com obras principalmente literárias e religiosas, e um pequeno museu com peças antigas”, diz Mariza. As outras atrações são as mesmas que já encantavam viajantes como o botânico Carl Friedrich Philipp von Martius nos séculos anteriores: um vale com cachoeiras, piscinas naturais, grutas e grande variedade de animais e plantas. Com tanta oferta, a área virou Reserva Particular de Patrimônio Ambiental (RPPN) e foi decretada Parque Natural pelo Ibama em 1994. 

    Hoje a serra está inserida em outras três áreas de proteção maiores. No entanto, nada disso a protege das atividades mineradoras ao redor. “Se o Caraça virar uma ilha, sem proteção em volta, a fauna vai ter dificuldade para sair, o que impossibilitará a troca genética e a polinização de outras áreas. Precisamos de um corredor ecológico que ligue a serra a outra área de preservação”, explica Aline de Abreu, coordenadora ambiental da RPPN Santuário do Caraça. Segundo ela, os lobos-guará, que atraem grande parte dos turistas, também seriam prejudicados. “Quando os filhotes crescem, lutam com os pais para decidir quem fica com o território, e os perdedores têm que ir para outro lugar. Não sei como fariam”, diz Aline.

    Na busca pela preservação, os ambientalistas descobriram que, embora a serra seja considerada Monumento Natural desde 1989, nunca teve sua área delimitada, o que gera insegurança jurídica. “O Monumento Natural não permite a extração de recursos naturais, como a mineração. Se a delimitação não ocorrer em breve, o Ministério Público acionará o Poder Judiciário”, afirma Marcos Paulo de Souza Miranda, promotor do Ministério Público de Minas Gerais.

    [Foto Almério Barros França]      
    De acordo com o Instituto Estadual de Florestas, a meta é que o processo de criação do Monumento Natural seja finalizado este ano. Enquanto isso, por estar em pleno quadrilátero ferrífero, a serra vai sendo cercada por mineradoras. “Mesmo dentro da RPPN do Caraça havia títulos para exploração de ouro. Uma de nossas primeiras vitórias aconteceu no fim de março, quando uma recomendação para cancelamento foi aprovada”, conta o promotor. Segundo ele, há uma série de investigações e ações civis públicas em andamento. “Há indícios de irregularidades e simulações, mas não podemos citar nomes por enquanto”, explica.

    Já na Serra do Gandarela, que fica logo ao lado, as investigações parecem estar mais avançadas, tanto quanto a ação das mineradoras. Segundo documento expedido pela Procuradoria da República em Minas Gerais em maio de 2009, a concessão de Autorizações Ambientais de Funcionamento às empresas Vale, Mineração Serras do Oeste e Mineração Apolo “sugere a ocorrência de fragmentação de empreendimento minerário como forma de burlar a exigência de licenciamento ambiental”. Ou seja, as empresas teriam apresentado suas atividades na região separadamente, com o objetivo de não chamar atenção para a real dimensão dos empreendimentos.

    Alguns ambientalistas vão mais longe nas acusações. Afirmam que a Vale teria contratado empresas menores como “testas de ferro” para atuar em áreas que pertencem ao Projeto Mina Apolo, o maior empreendimento na região. “Nós às vezes arrendamos terras para empresas pequenas, mas tudo é avisado aos órgãos de defesa ambiental”, defende Julio Nery, gerente-geral de Licenciamento Ambiental da Vale.

    A preservação da Serra do Gandarela é a peça-chave para resolver o problema da região do Caraça. Por serem muito próximas, as duas serras, se preservadas, manteriam um corredor ecológico e não ficariam isoladas. “Em 2009, fizemos o pedido de criação de um parque nacional na Serra do Gandarela. A proposta foi aceita pelo Instituto Chico Mendes e deve ir em breve às consultas públicas. O problema é que será preciso negociar com as mineradoras”, explica a ambientalista Maria Teresa Corujo.

    Segundo João Augusto Madeira, analista ambiental do Instituto Chico Mendes, se o projeto Mina Apolo não sofrer alterações, inviabilizará a criação do parque. “As outras propostas de preservação da área, para ‘compensar’ a implantação do projeto, são incompletas. Não garantem a sobrevivência dos diversos ecossistemas da região e não evitam que o complexo hidrológico seja prejudicado”, diz ele. Enquanto a situação não se resolve, grupos ambientalistas estão fazendo um abaixo-assinado e aumentando o número de adeptos da causa. Por enquanto, são mais de 15 mil assinaturas. Diante de interesses tão discordantes, toda ajuda é pouca.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aula de campo

Na sexta feira dia 25 de Fevereiro, nós acadêmicos do Curso de História VIII e História II da UNEB  Campus X, sob  a Coordenação das Professoras Thais Vinhas e Kylma Kramm  realizamos a tão sonhada viagem ,com o intuito de manusearmos documentos,observar monumentos que fazem parte da nossa história.A intenção real seria a oportunidade de estudo e análise de conteúdos teórico-práticos,relacionando a História com os acervos documentais em diferentes suportes  que oferecessem condições elementares à atuação na área de educação patrimonial em espaço formal e não-formal(instituições de memória) ao desempenho profissional em arquivos históricos.
A aula previa visita ao Museu de Porto Seguro,o que fizemos e tivemos a oportunidade de nos deleitar com uma explanação muito bem elaborada da responsável pelo mesmo que encantou a todos nós.
Tudo foi muito bom.O único senão e temos obrigação de registrar foi a nossa acolhida ao CEDOC-Centro de documentação e memória.
Um funcionário extremamente mal educado,grosseiro sem nenhum tato ou habilidade no trato com as pessoas;simplesmente nos impediu de adentrar ao CEDOC, o que  nos deixou frustrados quanto à visualização e manuseio de documentos históricos,o que seria importante para a nossa pratica enquanto futuros historiadores.No mais  foi muito proveitosa a nossa viagem de estudo,pois toda a turma se empenhou para tal e acredito que valeu a pena.